segunda-feira, janeiro 30, 2012

A QUESTÃO INDÍGENA NO BRASIL: A PERCEPÇÃO DA COMUNIDADE LOCAL SOBRE OS ÍNDIOS


TEMA:
 A questão indígena no Brasil: A percepção da comunidade local sobre os índios
Objeto de estudo:
O olhar da comunidade local sobre o índio brasileiro/ a questão indígena.
Objetivo geral:
Promover o conhecimento da cultura indígena, possibilitando a desmistificação de estereótipos voltados aos índios.
OBJETIVOS EXPECÍFICOS:
·         Realizar um estudo a questão indígena no Brasil, especificamente na Bahia;
·         Conhecer o pensamento dos alunos  sobre os índios brasileiros ;
·         Coletar como fonte histórica entrevistas filmadas dos moradores da comunidade local e dos alunos sobre  o que eles pensam sobre os índios;
·         Realizar uma amostragem dos vídeos das filmagens realizada pelos alunos, discutindo as falas dos moradores e dos alunos com base nos estudos realizados.
·         Fazer uma dramatização relacionando as entrevistas e os estudos realizados.
PÚBLICO ALVO
Alunos do sétimo ano do segundo segmento do ensino fundamental em uma escola pública no município de Maiquinique
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JUSTIFICATIVA
Em virtude do preconceito existente ainda, sobre as minorias no Brasil, no caso os indígenas, em que boa parte ainda da população brasileira, carrega consigo estigmas sobre este grupo social, estigmas esses que são crendices, estereotipando a figura do índio.
Desse modo, há se a necessidade dos alunos brasileiros conhecerem mais sobre a história dos índios no Brasil, tomando como base a relevância desta cultura, que de uma maneira esplendida contribui para a formação do povo brasileiro.
Além disso, existe atualmente no Brasil, a lei Nº11.645 de 10 de março de 2008 que colocar a necessidade de ensinar nas escolas brasileiras de ensino fundamental e médio públicos e privados a contribuição dos povos indígenas a sociedade brasileira.
Portanto, conhecer como os alunos e as pessoas enxergam os indígenas atualmente é vital, para quem sabe poder desmistificar preconceitos enraizados e formar uma sociedade sem preconceitos e abertos a respeitar as diversas culturas existentes no Brasil, assim teremos um país mais justo e democrático.

REFERENCIAL TEÓRICO

Os primeiros conhecimentos que temos sobre os índios no início da nossa escolarização são: os índios usam arco e flecha, pintam os seus corpos, alimentam se de peixes e raízes e vivem nas florestas. Mas a cultura indígena resume apenas nisso? Todos os indígenas seguem esse padrão de vida?
Sistematicamente, o que a maioria dos alunos brasileiros conhece sobre os primeiros habitantes do Brasil são as informações acima, algo tido como verdadeiro, porém, o ensino por uma história mais crítica, nem idealiza, nem ridiculariza, no entanto trazer a realidade da história dos índios desde a colonização aos dias atuais, evidenciando as mudanças culturais que foram acometidas aos índios de uma maneira dialógica e crítica. .
E uma história que houve hostilidade do europeu para com o índio, mas os indígenas não se renderam ao poderio português, contudo lutaram pelos seus povos, pela sua cultura, como também pela manutenção de seus territórios. Assim, através de um ensino critico, com este tema, com certeza o aluno buscará compreender melhor essa história que é a base da nossa história.
E a temática indígena quando é posta aos alunos, normalmente vem inúmeras questões a exemplo, e existe índio ainda no Brasil? Mas, como mostra Cunha,“a previsão do desaparecimento dos povos indígenas cedeu lugar à constatação de uma retomada demográfica geral. Ou seja, os índios estão no Brasil para ficar” (1994, p.123).
Como os indígenas estão no Brasil para ficar e ficar no território que lhe lhes pertencem, os índios buscam dia a dia  os seus direitos. E os seus direitos são preservados “destaca-se o chamado Estatuto do índio (Lei 6001 de 19.12.73), que regula no detalhe os direitos indígenas” (CUNHA, 1994, 12. Mas existe uma parte da população brasileira que enxerga o índio como alguém preguiçoso e burro; e não um ser com cultura própria que merece respeito.
Desta maneira, há uma necessidade de um ensino de história crítico, em que as minorias também façam parte das discussões em sala de aula. E um ensino crítico precisa além de um profissional disposto a fazer acontecer, esse profissional precisa dispor de recursos que atraia o aluno e a utilização das novas tecnologias é imprescindível para atrair o aluno para uma aula crítica, assim, “os professores não podem mais ignorar a televisão, o vídeo, o cinema, o computador, o telefone, o fax, que são veículos de informação de comunicação” [...] (LIBÂNEO, 2000, p.40).
E não só aos recursos tecnológicos o professor de história deve recorrer, mas a outros recursos que faça com que o aluno interage sinta construtor da história, e uma forma é a dramatização: “A dramatização ou apresentação teatral na escola é de grande valia, isso porque possibilita uma melhor compreensão dos conteúdos, além de promover uma socialização, aumento da criatividade” ( FREITAS, online).
Naturalmente, o verdadeiro papel do ensino de história no Brasil, é formar cidadãos conscientes, conhecedores do processo histórico que os envolvem, capazes de se reconhecer e respeitar as diferenças entre as culturas. Um povo que não conhece a sua história, jamais poderá analisar o seu presente.

METODOLOGIA

Tendo como base os objetivos propostos as oficinas ocorrerão a fim de que cada objetivo seja atingido, dessa maneira, as etapas das oficinas serão subdivididos em momentos
1° momentos:
Primeiro expor aos alunos o tema do mini-projeto, falando da objeções do mesmo.Depois,Pedir aos alunos que exponha  o que eles pensam sobre os índios brasileiros num formato de texto.Realizar a leitura  individual do texto produzido pelos alunos;Discutir as idéias passadas pelos os alunos com auxílio do professor, logo após o professor irá apresentar explicando o assunto “A questão indígena no Brasil”, focando o passado e o presente, e a imagem que as pessoas fazem dos índios, utilizando como recurso slides num Data shwo com tópicos do assunto, tendo em vista sempre a compreensão e a participação dos alunos, em seguida os alunos serão divididos em grupos e convidados a participar de uma pesquisa em formato de entrevista filmadas, em que terão que filmar alguns alunos da escola que estudam do turno oposto e algumas pessoas da comunidade fazendo a pergunta o que eles pensam sobre os índios do Brasil. Depois de colhida essas informações, formataram os vídeos e apresentaram em uma amostra a duas turmas da escola do turno que estudam.Lembrando que terá uma preparação dos alunos ofertando tempo necessário para fazer as  filmagens, e organização do espaço escolar para a amostragem.
2° momento:  
Depois disso tudo, os alunos com os vídeos prontos com a supervisão do professor e ajuda do mesmo,  os alunos convidaram os colegas para assistir a exposição dos vídeos. O professor irá apresentar o tema central da oficina, e dará a oportunidade aos alunos de apresentar os vídeos produzidos, e a analise que eles fizeram das falas das pessoas entrevistadas. Com a finalização de todas as apresentações, o professor organizará uma “roda da conversa” tendo por base os vídeos e as falas dos alunos, do professor e de textos embasados em teóricos da área. Finalizada as discussões, será proposto aos alunos uma segunda oficina, uma dramatização envolvendo toda a turma, não mais em grupo, em que os alunos criaram a peça com base nos conhecimento adquiridos sobre a temática: A questão indígena no Brasil: A percepção da comunidade local sobre os índios. Sabendo que, eles terão tempo para ensaiar, criar a peça, montar o cenário.
3º momento:
Por fim, para finalizar a temática a questão indígena no Brasil, as mesmas turmas que participaram da primeira oficina, assistirá a dramatização criada pelos alunos, que terá como meta promover o conhecimento da cultura indígena, almejando o respeito aos povos indígenas e a desmistificação de possíveis preconceitos.

 CRONOGRAMA

DISCRIMINAÇÃO

FEV
MAR
AULA TEMÁTICA SOBRE A QUESTÃO INDIGENA /DISCUSSÃO/PROPOSTA DAS OFICINAS

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ENTREVISTAS  FILMADAS
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AMOSTRAS DOS VÍDEOS PRODUZIDOS/ RODA DA CONVERSA/PROPOSTA PARA SEGUNDA OFICINA:DRAMATIZAÇÃO

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PREPARAÇÃO PARA A DRAMATIZAÇÃO

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OFICINA:DRMATIZAÇÃO: : A QUESTÃO INDÍGENA NO BRASIL: A PERCEPÇÃO DA COMUNIDADE LOCAL SOBRE OS ÍNDIOS

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AVALIAÇÃO
A avaliação de cada momento, ou seja, das oficinas terá como base se alcançou os objetivos almejados, dessa maneira será de forma contínua e processual, lembrando que será avaliado o trabalho como todo, portanto todo o grupo participante das oficinas.
REFERÊNCIAS
CUNHA, Manuela Carneiro da. O futuro da questão indígena. Estud. av. [online]. 1994, vol.8, n.20, pp. 121-136. ISSN 0103-4014.
LIBÂNEO, José Carlos. Adeus Professor, Adeus Professora? Novas exigências educacionais e profissão docente.12ª Ed. São Paulo: Cortez, 2010.
FREITAS, Eduardo. Dramatização como instrumento ensino.Brasil escola;[online].
a lei Nº11.645 de 10 de março de 2008 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2008/lei/l11645.htm, acesso em 22/01/2012.

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