TEMA:
A questão indígena no Brasil: A
percepção da comunidade local sobre os índios
Objeto de estudo:
O
olhar da comunidade local sobre o índio brasileiro/ a questão indígena.
Objetivo geral:
Promover
o conhecimento da cultura indígena, possibilitando a desmistificação de
estereótipos voltados aos índios.
OBJETIVOS
EXPECÍFICOS:
·
Realizar um estudo a questão indígena no
Brasil, especificamente na Bahia;
·
Conhecer o pensamento dos alunos sobre os índios brasileiros ;
·
Coletar como fonte histórica entrevistas
filmadas dos moradores da comunidade local e dos alunos sobre o que eles pensam sobre os índios;
·
Realizar uma amostragem dos vídeos das
filmagens realizada pelos alunos, discutindo as falas dos moradores e dos
alunos com base nos estudos realizados.
·
Fazer uma dramatização relacionando as
entrevistas e os estudos realizados.
PÚBLICO
ALVO
Alunos do sétimo ano do segundo segmento do ensino
fundamental em uma escola pública no município de Maiquinique
.
JUSTIFICATIVA
Em virtude do preconceito existente ainda, sobre as
minorias no Brasil, no caso os indígenas, em que boa parte ainda da população
brasileira, carrega consigo estigmas sobre este grupo social, estigmas esses
que são crendices, estereotipando a figura do índio.
Desse modo, há se a necessidade dos alunos brasileiros
conhecerem mais sobre a história dos índios no Brasil, tomando como base a
relevância desta cultura, que de uma maneira esplendida contribui para a
formação do povo brasileiro.
Além disso, existe atualmente no Brasil, a lei Nº11.645
de 10 de março de 2008 que colocar a necessidade de ensinar nas escolas
brasileiras de ensino fundamental e médio públicos e privados a contribuição dos
povos indígenas a sociedade brasileira.
Portanto, conhecer como os alunos e as pessoas enxergam
os indígenas atualmente é vital, para quem sabe poder desmistificar
preconceitos enraizados e formar uma sociedade sem preconceitos e abertos a
respeitar as diversas culturas existentes no Brasil, assim teremos um país mais
justo e democrático.
REFERENCIAL
TEÓRICO
Os
primeiros conhecimentos que temos sobre os índios no início da nossa
escolarização são: os índios usam arco e flecha, pintam os seus corpos,
alimentam se de peixes e raízes e vivem nas florestas. Mas a cultura indígena
resume apenas nisso? Todos os indígenas seguem esse padrão de vida?
Sistematicamente,
o que a maioria dos alunos brasileiros conhece sobre os primeiros habitantes do
Brasil são as informações acima, algo tido como verdadeiro, porém, o ensino por
uma história mais crítica, nem idealiza, nem ridiculariza, no entanto trazer a
realidade da história dos índios desde a colonização aos dias atuais,
evidenciando as mudanças culturais que foram acometidas aos índios de uma
maneira dialógica e crítica. .
E
uma história que houve hostilidade do europeu para com o índio, mas os
indígenas não se renderam ao poderio português, contudo lutaram pelos seus
povos, pela sua cultura, como também pela manutenção de seus territórios.
Assim, através de um ensino critico, com este tema, com certeza o aluno buscará
compreender melhor essa história que é a base da nossa história.
E a
temática indígena quando é posta aos alunos, normalmente vem inúmeras questões
a exemplo, e existe índio ainda no Brasil? Mas, como mostra Cunha,“a previsão
do desaparecimento dos povos indígenas cedeu lugar à constatação de uma
retomada demográfica geral. Ou seja, os índios estão no Brasil para ficar”
(1994, p.123).
Como os indígenas estão no Brasil para ficar e ficar no
território que lhe lhes pertencem, os índios buscam dia a dia os seus direitos. E os seus direitos são
preservados “destaca-se o chamado Estatuto do índio (Lei 6001 de 19.12.73), que
regula no detalhe os direitos indígenas” (CUNHA, 1994, 12. Mas existe uma parte
da população brasileira que enxerga o índio como alguém preguiçoso e burro; e
não um ser com cultura própria que merece respeito.
Desta maneira, há uma necessidade de um ensino de história
crítico, em que as minorias também façam parte das discussões em sala de aula.
E um ensino crítico precisa além de um profissional disposto a fazer acontecer,
esse profissional precisa dispor de recursos que atraia o aluno e a utilização
das novas tecnologias é imprescindível para atrair o aluno para uma aula
crítica, assim, “os professores não podem mais ignorar a televisão, o vídeo, o
cinema, o computador, o telefone, o fax, que são veículos de informação de
comunicação” [...] (LIBÂNEO, 2000, p.40).
E não só aos recursos tecnológicos o professor de história deve recorrer,
mas a outros recursos que faça com que o aluno interage sinta construtor da
história, e uma forma é a dramatização: “A dramatização ou
apresentação teatral na escola é de grande valia, isso porque possibilita uma
melhor compreensão dos conteúdos, além de promover uma socialização, aumento da
criatividade” ( FREITAS, online).
Naturalmente, o verdadeiro papel do ensino de história no Brasil,
é formar cidadãos conscientes, conhecedores do processo histórico que os
envolvem, capazes de se reconhecer e respeitar as diferenças entre as culturas.
Um povo que não conhece a sua história, jamais poderá analisar o seu presente.
METODOLOGIA
Tendo como base os objetivos
propostos as oficinas ocorrerão a fim de que cada objetivo seja atingido, dessa
maneira, as etapas das oficinas serão subdivididos em momentos
1°
momentos:
Primeiro
expor aos alunos o tema do mini-projeto, falando da objeções do mesmo.Depois,Pedir
aos alunos que exponha o que eles pensam
sobre os índios brasileiros num formato de texto.Realizar a leitura individual do texto produzido pelos
alunos;Discutir as idéias passadas pelos os alunos com auxílio do professor,
logo após o professor irá apresentar explicando o assunto “A questão indígena
no Brasil”, focando o passado e o presente, e a imagem que as pessoas fazem dos
índios, utilizando como recurso slides num Data shwo com tópicos do assunto,
tendo em vista sempre a compreensão e a participação dos alunos, em seguida os
alunos serão divididos em grupos e convidados a participar de uma pesquisa em
formato de entrevista filmadas, em que terão que filmar alguns alunos da escola
que estudam do turno oposto e algumas pessoas da comunidade fazendo a pergunta
o que eles pensam sobre os índios do Brasil. Depois de colhida essas
informações, formataram os vídeos e apresentaram em uma amostra a duas turmas
da escola do turno que estudam.Lembrando que terá uma preparação dos alunos ofertando
tempo necessário para fazer as filmagens,
e organização do espaço escolar para a amostragem.
2° momento:
Depois
disso tudo, os alunos com os vídeos prontos com a supervisão do professor e
ajuda do mesmo, os alunos convidaram os
colegas para assistir a exposição dos vídeos. O professor irá apresentar o tema
central da oficina, e dará a oportunidade aos alunos de apresentar os vídeos
produzidos, e a analise que eles fizeram das falas das pessoas entrevistadas.
Com a finalização de todas as apresentações, o professor organizará uma “roda
da conversa” tendo por base os vídeos e as falas dos alunos, do professor e de
textos embasados em teóricos da área. Finalizada as discussões, será proposto
aos alunos uma segunda oficina, uma dramatização envolvendo toda a turma, não
mais em grupo, em que os alunos criaram a peça com base nos conhecimento
adquiridos sobre a temática: A questão indígena no Brasil: A percepção da
comunidade local sobre os índios. Sabendo que, eles terão tempo para ensaiar,
criar a peça, montar o cenário.
3º momento:
Por
fim, para finalizar a temática a questão indígena no Brasil, as mesmas turmas
que participaram da primeira oficina, assistirá a dramatização criada pelos
alunos, que terá como meta promover o conhecimento da cultura indígena, almejando
o respeito aos povos indígenas e a desmistificação de possíveis preconceitos.
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DISCRIMINAÇÃO
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FEV
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MAR
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AULA
TEMÁTICA SOBRE A QUESTÃO INDIGENA /DISCUSSÃO/PROPOSTA DAS OFICINAS
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X
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ENTREVISTAS FILMADAS
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AMOSTRAS
DOS VÍDEOS PRODUZIDOS/ RODA DA CONVERSA/PROPOSTA PARA SEGUNDA
OFICINA:DRAMATIZAÇÃO
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PREPARAÇÃO
PARA A DRAMATIZAÇÃO
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OFICINA:DRMATIZAÇÃO: :
A QUESTÃO INDÍGENA NO BRASIL: A PERCEPÇÃO DA COMUNIDADE LOCAL SOBRE OS ÍNDIOS
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AVALIAÇÃO
A
avaliação de cada momento, ou seja, das oficinas terá como base se alcançou os
objetivos almejados, dessa maneira será de forma contínua e processual,
lembrando que será avaliado o trabalho como todo, portanto todo o grupo
participante das oficinas.
REFERÊNCIAS
CUNHA,
Manuela Carneiro da. O futuro da
questão indígena. Estud. av. [online]. 1994, vol.8, n.20, pp.
121-136. ISSN 0103-4014.
LIBÂNEO,
José Carlos. Adeus Professor, Adeus Professora? Novas exigências educacionais e
profissão docente.12ª Ed. São Paulo: Cortez, 2010.
FREITAS,
Eduardo. Dramatização como instrumento ensino.Brasil escola;[online].
a
lei Nº11.645 de 10 de março de 2008 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2008/lei/l11645.htm,
acesso em 22/01/2012.







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