CANUDOS: HISTÓRIA E VIDA NA REPÚBLICA DOS CORONÉIS

A história do povoado de Canudos situado no sertão baiano foi caracterizada como um movimento popular, que eclodiu no século XVIII, em um Brasil que vivia um período de transição política entre os adeptos da antiga monarquia e os em busca de uma país republicano.

ESTUDO DE CASO: PATRIMÔNIO HISTÓRICO, PÚBLICO E PATRIMÔNIO ESCOLAR

ESTUDO DE CASO REALIZADO EM UMA ESCOLA DE MAIQUINIQUE, ONDE DIVERSOS ASSUNTOS SÃO DISCUTIDOS A FIM DE PODER PROPORCIONAR AOS PROFESSORES E ALUNOS UM APRENDIZADO MÚTUO ACERCA DE UMA TEMÁTICA PROPOSTA.

A QUESTÃO INDÍGENA NO BRASIL: A PERCEPÇÃO DA COMUNIDADE LOCAL SOBRE OS ÍNDIOS

Os primeiros conhecimentos que temos sobre os índios no início da nossa escolarização são: os índios usam arco e flecha, pintam os seus corpos, alimentam se de peixes e raízes e vivem nas florestas. Mas a cultura indígena resume apenas nisso? Todos os indígenas seguem esse padrão de vida?

A GUERRA DE CANUDOS

A chamada Guerra de Canudos, revolução de Canudos ou insurreição de Canudos, foi o confronto entre um movimento popular de fundo sócio-religioso e o Exército da República, que durou de 1896 a 1897, na então comunidade de Canudos, no interior do estado da Bahia, no Brasil.

O DESCOBRIMENTO DO BRASIL

Em 22 de abril de 1500 chegava ao Brasil 13 caravelas portuguesas lideradas por Pedro Álvares Cabral. A primeira vista, eles acreditavam tratar-se de um grande monte, e chamaram-no de Monte Pascoal. No dia 26 de abril, foi celebrada a primeira missa no Brasil

segunda-feira, janeiro 30, 2012

CANUDOS: HISTÓRIA E VIDA NA REPÚBLICA DOS CORONÉIS


A história do povoado de Canudos situado no sertão baiano foi caracterizada como um movimento popular, que eclodiu no século XVIII, em um Brasil que vivia um período de transição  política entre os adeptos da antiga monarquia e os em busca de uma país republicano, cada um queria o regime político que mais os beneficiavam, e naquele momento da história os “mais poderosos” que eram os grandes produtores de café, ou os donos de grandes fazendas, fizeram com que se fixasse no país a república federalista, em que cada estado possuía autonomia (MAIA, 2004)  . E esse modelo político fez surgir uma política que beneficiavam apenas os interesses dos coronéis, ou dos seus apadrinhados, sendo assim o restante da população, negros, sertanejos, índios, entre outros viviam em total abandono, servindo quando necessário para  serem seus serviçais. Em meio a este contexto de exclusão social, os movimentos populares foi uma forma, uma saída dessa população busca uma melhoria de vida, (MAIA, 2004), assim Canudos entra na história, e que história! Uma história que os adeptos desse movimento guiavam a suas vidas em torno dos ensinamentos do líder religioso e político de Antônio Conselheiro, esse homem era uma ancora, um rochedo em meio à desesperança que o povo vivia. Mas, a quantidade de moradores em Canudos, que lutavam pelos seus ideais, ideais esse que iam contra o pensamento dos homens poderosos do Brasil, os coronéis e a igreja católica, assim, um povo que era contra o latifúndio, á servidão, ao coronelismo, a república, ao imposto, e tudo isso começou a incomodar todos esses poderosos. Mediante a isso, iniciou uma verdadeira “caça” aos sertanejos, que viam no seu modo de vida um escapamento contra a miséria que os assolavam, porém a politicagem envolvida entre os coronéis, a igreja, fez disseminar sobre Canudos, a violência, a fim que todo aquele movimento fosse destruído não incomodando mais os interesse dos poderosos. Dessa maneira, o exército brasileiro tentou quatro vezes exterminar o movimento, mas apenas na quinta vez, eles conseguiram destruir o movimento, entretanto, pode afirmar que eles podem ter acabado com o movimento, mas as idéias de uma sociedade, mais justa, mais igualitária, ficaram espalhadas por aquele sertão nordestino, quem sabe de todo Brasil. Além disso, foi um movimento que o seu povo se mostrou firme nos seus valores, resistentes até o fim: “Canudos não se rendeu. Exemplo único em toda a História resistiu até o esgotamento completo. Expugnada “palmo a palmo, na precisão integral do termo, caiu no dia 5, no entardecer, quando caíram os seus últimos defensores”. Sem dúvida a história de Canudos é uma história que tem um papel importante na historiografia brasileira, uma vez que parte da premisse da luta política.

REFERÊNCIA
CUNHA, Euclides da. Os Sertões (Campanha de Canudos). 21ª ed., Rio de Janeiro,
Francisco Alves, corrigida, 1950.
MAIA, Cláudio; MACIEL, David. Canudos – um povo entre a utopia e a resistência. 2004 [online].

ESTUDO DE CASO: PATRIMÔNIO HISTÓRICO, PÚBLICO E PATRIMÔNIO ESCOLAR


Estudo de caso na “Escola Pedro Álvares”

Este estudo foi realizado em uma escola de nível médio, pública do município de Maiquinique, no turno matutino, a escola está localizada em um bairro periférico, que sempre há a incidência de problemas sociais relacionados à violência e as drogas. A escola é uma escola de médio porte, que atende a clientela nos três turnos, o turno que tem mais alunos é noturno, seguido pelo matutino e vespertino.
A condição sócia econômica dos alunos que freqüentam a escola, que daremos o nome fictício de Escola Pedro Álvares, estarem entre a classe “C”, “D” e “E”, são alunos moradores dos bairros próximos a escola e alunos da zona rural, os quais têm o transporte disponível pela a escola.
Percebe-se que não são grandes as diferenças socioeconômicas entre os alunos da Escola Pedro Álvares, mas já ver se certo distanciamento dos alunos pertencente a classe “C” da “E”, sendo que grande parte dos da classe “E” são da zona rural, os quais convivem mais entre si.
Outra característica marcante na Escola Pedro Álvares é incidência de violência entre os alunos da própria escola, principalmente no turno noturno, os fatores são os mais banais possíveis, isso impossibilita de um ensino mais tranqüilo.
Apesar disso, com alguns programas do governo a escola tem conseguido alguns recursos importantes, que foi possível a compra de um Data show, um notebook, os quais tem ajudado aos professores na suas práticas pedagógicas.
Enquanto aos alunos, existe uma parcela de alunados que estão na escola em busca de uma melhoria de vida, e vem nos estudos à chance de quem sabe tem uma profissão e conseguir um emprego, para poder ofertar uma vida melhor aos pais e aos seus futuros filhos, esses alunos buscam aprender, ler e prestar atenção nas aulas retirando o melhor de cada professor, porém há uma grande parcela desmotivados, e que atrapalha as aulas e o andamento da escola como todo,  conseguindo a cada dia arrumar problemas na escola.
Mas um problema que foi visível, de início ao começar a observação foi que apesar da escola Pedro Álvares, ser uma escola nova, estava em situação um pouco delicada, pois, havia certo descuido com aparência da escola, e isso, já traz a quem visita a escola primeira vez a  impressão de descuido com patrimônio escolar.
E assim, tendo essa visão global da escola, partimos para conversar com professor de História, o qual foi extremamente simpático, nos ajudando naquilo que foi necessário, e nos concedeu um dia de observação na primeira série do ensino médio, o mesmo disse que estaria dando continuidade a um assunto que ele teria começado na aula passado sobre o período da Ditadura militar no Brasil.
Marcado o dia e à hora, chegamos a Escola Pedro Álvares, e fomos direcionado a sala do primeiro ano matutino, a sala era uma sala extremamente cheia cerca de quarenta alunos, numa faixa etária que variava entre quinze á vinte anos, foi perceptível que isso ainda é uma realidade na educação brasileira, a distorção série/idade, e tinha na sala alunos dispostos a aprender e outras simplesmente ocupando espaço, e retirando a atenção dos demais.
O professor entrou na sala pediu para pegarem o livro e abrirem onde ele havia parado, alguns abriram, outros disseram que o livro havia sumido o colega rasgado, parecia alunos com a mentalidade de “primário’, uns simplesmente não falaram nada e ficaram balançando na cadeira enquanto o professor explicava o assunto, que tinha como recurso o livro, o pincel e o quadro, já outros escreviam no caderno, na parede da escola, nas carteiras, estava explicado por que a escola estava tão suja, os próprios alunos não cuidavam da escola.
Então, depois da observação analisamos tudo que havia anotado em sala de aula e o que tinha chamado nossa atenção, e chegamos a algumas conclusões: A primeira era que o professor sabia de todo conteúdo, dominava realmente o assunto, porém estava muito preso ao assunto, não contextualizando com a vida dos alunos, é sabido como coloca os PCNEM a importância da contextualização em sala de aula
“a contextualização é entendida como o trabalho de atribuir sentido e significado aos temas e aos assuntos no âmbito da vida em sociedade” (PCNEM, 2006, p.69).
Além disso, percebemos que havia problemas na sala e em toda a escola, em que o professor de história poderia trazer esse problema a tona por meio de tema histórico que abordasse a questão da cidadania, relacionando com a realidade daqueles alunos, com os problemas reais que eles enfrentavam, assim, o quesito cidadania que os  PCENM, coloca que o professor de história deve trabalhar em sala de aula a fim de formar uma cidadão consciente dos seus direitos e dos seus deveres.
Diante disso, detectamos o problema, que foi sem dúvida um aspecto negativo, que faltava os alunos terem consciência daquele problema, e os professores, que no caso não só responsabilidade do de História, mostra aqueles alunos que eles estavam destruindo o patrimônio escolar, ao escrever nas carteiras, nas paredes, aos quebrar a maçaneta das portas, pois vimos quase todas quebradas, ao sujar as paredes das salas e do banheiro, ao sentar de modo inadequado nas carteiras, esse sem dúvida foi o problema que detectamos, como também  a incapacidade do professor de relacionar os conteúdos históricos com a realidade dos alunosNo entanto, é imprescindível que a seleção da narrativa histórica consagrada pela historiografia esteja relacionada aos problemas concretos que circundam os alunos das diversas escolas que compõem o sistema escolar.” (PCNEM, 2006, p.69).
Com este problema em nossas mãos, planejamos uma intervenção que visava mostrar aos alunos o que é um Patrimônio histórico e cultural e relacionar essa temática, com a conscientização de preservar o patrimônio escolar, que sem duvida era uma ação com intuito de velar pela cidadania que é hoje papel central da história, como “valorização do patrimônio sociocultural, próprio e de outros povos, incentivando o respeito à diversidade; valorização dos direitos conquistados pela cidadania plena” (PCNEM, 2006, p.79).   
 Plano de aula Nº 01
ESCOLA PEDRO ÁLVARES
Tempo de aula: 50 minutos
Conteúdo:
Patrimônio histórico, público e patrimônio escolar
ESTRATÉGIA DE ABORDAGEM
A aula será iniciada com uma “roda da conversa”, indagando aos alunos o que é patrimônio? E Depois o que é patrimônio Histórico e público? Depois de ouvidos, eles serão convidados assistir alguns vídeos no data show da escola sobre patrimônio histórico, publico e não será apresentado o ultimo vídeo.
Depois, será reservado um tempo para comentar os vídeos, na seqüencia será ofertado aos alunos um texto informativo, adaptado de alguns sites, com intuito de passar não conceitos, mas propor uma reflexão em relação a temática. Em seguida será indagado aos alunos, e o patrimônio da sua escola, como estar? Por que estar assim? Você cuida? Todos serão ouvidos.
E para criar um clima novidade, será apresentado um vídeo feito por nós, onde nós filmamos a situação da escola dias antes  e levamos fotos da escola em uma painel para mostrar como era a escola antes. Através desses recursos, irá desenvolver nos alunos o sentido de fazer cidadania, começando por preservar o patrimônio escolar.
Por fim eles serão convidados a confeccionar cartazes com frases de conscientização da preservação do patrimônio escolar, os quais serão espalhados por toda a escola, buscando a conscientização de toda a escola por novas atitudes.
EQUIPAMENTOS
Os equipamentos utilizados para a intervenção pedagógica, serão o notebook e o data show da escola, só que será usado uma filmadora que não pertence a escola, mas sim aos interventores, justifica se o uso desse equipamentos para atrair a atenção dos alunos, sendo um recurso tecnológico que já é usado por grande parte dos jovens, como também um recurso como a imagem que prende a atenção dos alunos, e tudo visa promover a conscientização dos alunos para a preservação do patrimônio escolar, que é uma questão de cidadania, que é uma questão histórica.
FORMAS DE ESTÍMULOS
Como a geração atual é a geração tecnológica, nada mais atrativo para o aluno como a imagem, a qual transmiti emoção, e no nosso caso, não só emoção mais conhecimento, visto isso, será utilizado os recursos áudio visuais, no caso a passagem de alguns vídeos  conscientizando da conservação do patrimônio publico, histórico e escolar no projetor de imagem (Data show) com o notebook, a mais também terá o texto escrito, que é base para aguçar a curiosidade e passar informação que pode ser transformada em conhecimento e modificar o modo como os alunos tratam o patrimônio, e para complementar aula terá o uso de papel do tipo cartolina, hidrocores e imagens diversas para confecção de cartazes que serão espalhados pela a escola a fim de conscientizar todos os alunos da escola da preservação do patrimônio escolar, que a cada dia permitir que cada história seja construída naquele ambiente.

PROBLEMATIZAÇÃO
E o problema detectado, que foi sem duvida um aspecto negativo na escola, que faltava os alunos terem consciência daquele problema, e os professores, que no caso não só responsabilidade  de História, mostra aqueles alunos que eles estavam destruindo o patrimônio escolar, ao escrever nas carteiras, nas paredes, aos quebrar a maçaneta das portas, pois vimos quase todas quebradas, ao suja as paredes das salas e do banheiro, ao sentar de modo inadequado nas carteiras, esse sem dúvida foi o problema que detectamos, como também  a incapacidade do professor de relacionar os conteúdos históricos com a realidade dos alunos Mediante a essa realidade, a intervenção promoverá  a relação de uma conteúdo histórico  que seria patrimônio histórico e publico com os problemas reais que a escola passava, no caso o descuido com patrimônio escolar. Assim, a intervenção teria como objetivo conscientizar os alunos para a preservação do patrimônio, principalmente o escolar que será o foco.
JUSTIFICATIVA
A intervenção, na Escola Pedro Álvares, culminou em ações que são possíveis dentro do ensino de História, uma vez que a história não se resume apenas em conteúdos puros, sem correlação com a vida dos alunos, mas com temas que abrange desde o macro à micro-história.
Sendo assim, o tema patrimônio é um tema útil e necessário a vida das pessoas, por isso, a “valorização do patrimônio sociocultural, próprio e de outros povos, incentivando o respeito à diversidade; valorização dos direitos conquistados pela cidadania plena” (PCNEM, p.2006, p.79).  
Pensando que a história é construída no dia a dia com as nossas relações, assim cada diálogo voltado ao tema nos faz “Compreender que a História é construída pelos sujeitos históricos, ressaltando-se: – o lugar do indivíduo; as identidades pessoais e sociais; – que a história se constrói no embate dos agentes sociais, individuais e coletivos;” (PCNEM, 2006 p.83).
Devidamente, cada ação aplicada se dar por que o ensino de História busca em meio a tantos objetivos á “Compreender a importância da escola e dos alunos na preservação dos bens culturais de sua comunidade e região” (PCNEM, 2006 p.85), visto que , cada indivíduo é sujeito da sua história.

REFERÊNCIA
Ciências humanas e suas tecnologias / Secretaria de Educação Básica. – Brasília : Ministério da Educação, Secretaria de Educação Básica, 2006. 133 p. (Orientações curriculares para o ensino médio; volume 3).

Vídeos patrimônio, disponível em:http://www.slideshare.net/clarindatelesf1/patrimnio-pblico-1, acesso em 25/01/2012.

A QUESTÃO INDÍGENA NO BRASIL: A PERCEPÇÃO DA COMUNIDADE LOCAL SOBRE OS ÍNDIOS


TEMA:
 A questão indígena no Brasil: A percepção da comunidade local sobre os índios
Objeto de estudo:
O olhar da comunidade local sobre o índio brasileiro/ a questão indígena.
Objetivo geral:
Promover o conhecimento da cultura indígena, possibilitando a desmistificação de estereótipos voltados aos índios.
OBJETIVOS EXPECÍFICOS:
·         Realizar um estudo a questão indígena no Brasil, especificamente na Bahia;
·         Conhecer o pensamento dos alunos  sobre os índios brasileiros ;
·         Coletar como fonte histórica entrevistas filmadas dos moradores da comunidade local e dos alunos sobre  o que eles pensam sobre os índios;
·         Realizar uma amostragem dos vídeos das filmagens realizada pelos alunos, discutindo as falas dos moradores e dos alunos com base nos estudos realizados.
·         Fazer uma dramatização relacionando as entrevistas e os estudos realizados.
PÚBLICO ALVO
Alunos do sétimo ano do segundo segmento do ensino fundamental em uma escola pública no município de Maiquinique
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JUSTIFICATIVA
Em virtude do preconceito existente ainda, sobre as minorias no Brasil, no caso os indígenas, em que boa parte ainda da população brasileira, carrega consigo estigmas sobre este grupo social, estigmas esses que são crendices, estereotipando a figura do índio.
Desse modo, há se a necessidade dos alunos brasileiros conhecerem mais sobre a história dos índios no Brasil, tomando como base a relevância desta cultura, que de uma maneira esplendida contribui para a formação do povo brasileiro.
Além disso, existe atualmente no Brasil, a lei Nº11.645 de 10 de março de 2008 que colocar a necessidade de ensinar nas escolas brasileiras de ensino fundamental e médio públicos e privados a contribuição dos povos indígenas a sociedade brasileira.
Portanto, conhecer como os alunos e as pessoas enxergam os indígenas atualmente é vital, para quem sabe poder desmistificar preconceitos enraizados e formar uma sociedade sem preconceitos e abertos a respeitar as diversas culturas existentes no Brasil, assim teremos um país mais justo e democrático.

REFERENCIAL TEÓRICO

Os primeiros conhecimentos que temos sobre os índios no início da nossa escolarização são: os índios usam arco e flecha, pintam os seus corpos, alimentam se de peixes e raízes e vivem nas florestas. Mas a cultura indígena resume apenas nisso? Todos os indígenas seguem esse padrão de vida?
Sistematicamente, o que a maioria dos alunos brasileiros conhece sobre os primeiros habitantes do Brasil são as informações acima, algo tido como verdadeiro, porém, o ensino por uma história mais crítica, nem idealiza, nem ridiculariza, no entanto trazer a realidade da história dos índios desde a colonização aos dias atuais, evidenciando as mudanças culturais que foram acometidas aos índios de uma maneira dialógica e crítica. .
E uma história que houve hostilidade do europeu para com o índio, mas os indígenas não se renderam ao poderio português, contudo lutaram pelos seus povos, pela sua cultura, como também pela manutenção de seus territórios. Assim, através de um ensino critico, com este tema, com certeza o aluno buscará compreender melhor essa história que é a base da nossa história.
E a temática indígena quando é posta aos alunos, normalmente vem inúmeras questões a exemplo, e existe índio ainda no Brasil? Mas, como mostra Cunha,“a previsão do desaparecimento dos povos indígenas cedeu lugar à constatação de uma retomada demográfica geral. Ou seja, os índios estão no Brasil para ficar” (1994, p.123).
Como os indígenas estão no Brasil para ficar e ficar no território que lhe lhes pertencem, os índios buscam dia a dia  os seus direitos. E os seus direitos são preservados “destaca-se o chamado Estatuto do índio (Lei 6001 de 19.12.73), que regula no detalhe os direitos indígenas” (CUNHA, 1994, 12. Mas existe uma parte da população brasileira que enxerga o índio como alguém preguiçoso e burro; e não um ser com cultura própria que merece respeito.
Desta maneira, há uma necessidade de um ensino de história crítico, em que as minorias também façam parte das discussões em sala de aula. E um ensino crítico precisa além de um profissional disposto a fazer acontecer, esse profissional precisa dispor de recursos que atraia o aluno e a utilização das novas tecnologias é imprescindível para atrair o aluno para uma aula crítica, assim, “os professores não podem mais ignorar a televisão, o vídeo, o cinema, o computador, o telefone, o fax, que são veículos de informação de comunicação” [...] (LIBÂNEO, 2000, p.40).
E não só aos recursos tecnológicos o professor de história deve recorrer, mas a outros recursos que faça com que o aluno interage sinta construtor da história, e uma forma é a dramatização: “A dramatização ou apresentação teatral na escola é de grande valia, isso porque possibilita uma melhor compreensão dos conteúdos, além de promover uma socialização, aumento da criatividade” ( FREITAS, online).
Naturalmente, o verdadeiro papel do ensino de história no Brasil, é formar cidadãos conscientes, conhecedores do processo histórico que os envolvem, capazes de se reconhecer e respeitar as diferenças entre as culturas. Um povo que não conhece a sua história, jamais poderá analisar o seu presente.

METODOLOGIA

Tendo como base os objetivos propostos as oficinas ocorrerão a fim de que cada objetivo seja atingido, dessa maneira, as etapas das oficinas serão subdivididos em momentos
1° momentos:
Primeiro expor aos alunos o tema do mini-projeto, falando da objeções do mesmo.Depois,Pedir aos alunos que exponha  o que eles pensam sobre os índios brasileiros num formato de texto.Realizar a leitura  individual do texto produzido pelos alunos;Discutir as idéias passadas pelos os alunos com auxílio do professor, logo após o professor irá apresentar explicando o assunto “A questão indígena no Brasil”, focando o passado e o presente, e a imagem que as pessoas fazem dos índios, utilizando como recurso slides num Data shwo com tópicos do assunto, tendo em vista sempre a compreensão e a participação dos alunos, em seguida os alunos serão divididos em grupos e convidados a participar de uma pesquisa em formato de entrevista filmadas, em que terão que filmar alguns alunos da escola que estudam do turno oposto e algumas pessoas da comunidade fazendo a pergunta o que eles pensam sobre os índios do Brasil. Depois de colhida essas informações, formataram os vídeos e apresentaram em uma amostra a duas turmas da escola do turno que estudam.Lembrando que terá uma preparação dos alunos ofertando tempo necessário para fazer as  filmagens, e organização do espaço escolar para a amostragem.
2° momento:  
Depois disso tudo, os alunos com os vídeos prontos com a supervisão do professor e ajuda do mesmo,  os alunos convidaram os colegas para assistir a exposição dos vídeos. O professor irá apresentar o tema central da oficina, e dará a oportunidade aos alunos de apresentar os vídeos produzidos, e a analise que eles fizeram das falas das pessoas entrevistadas. Com a finalização de todas as apresentações, o professor organizará uma “roda da conversa” tendo por base os vídeos e as falas dos alunos, do professor e de textos embasados em teóricos da área. Finalizada as discussões, será proposto aos alunos uma segunda oficina, uma dramatização envolvendo toda a turma, não mais em grupo, em que os alunos criaram a peça com base nos conhecimento adquiridos sobre a temática: A questão indígena no Brasil: A percepção da comunidade local sobre os índios. Sabendo que, eles terão tempo para ensaiar, criar a peça, montar o cenário.
3º momento:
Por fim, para finalizar a temática a questão indígena no Brasil, as mesmas turmas que participaram da primeira oficina, assistirá a dramatização criada pelos alunos, que terá como meta promover o conhecimento da cultura indígena, almejando o respeito aos povos indígenas e a desmistificação de possíveis preconceitos.

 CRONOGRAMA

DISCRIMINAÇÃO

FEV
MAR
AULA TEMÁTICA SOBRE A QUESTÃO INDIGENA /DISCUSSÃO/PROPOSTA DAS OFICINAS

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ENTREVISTAS  FILMADAS
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AMOSTRAS DOS VÍDEOS PRODUZIDOS/ RODA DA CONVERSA/PROPOSTA PARA SEGUNDA OFICINA:DRAMATIZAÇÃO

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PREPARAÇÃO PARA A DRAMATIZAÇÃO

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OFICINA:DRMATIZAÇÃO: : A QUESTÃO INDÍGENA NO BRASIL: A PERCEPÇÃO DA COMUNIDADE LOCAL SOBRE OS ÍNDIOS

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AVALIAÇÃO
A avaliação de cada momento, ou seja, das oficinas terá como base se alcançou os objetivos almejados, dessa maneira será de forma contínua e processual, lembrando que será avaliado o trabalho como todo, portanto todo o grupo participante das oficinas.
REFERÊNCIAS
CUNHA, Manuela Carneiro da. O futuro da questão indígena. Estud. av. [online]. 1994, vol.8, n.20, pp. 121-136. ISSN 0103-4014.
LIBÂNEO, José Carlos. Adeus Professor, Adeus Professora? Novas exigências educacionais e profissão docente.12ª Ed. São Paulo: Cortez, 2010.
FREITAS, Eduardo. Dramatização como instrumento ensino.Brasil escola;[online].
a lei Nº11.645 de 10 de março de 2008 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2008/lei/l11645.htm, acesso em 22/01/2012.

A GUERRA DE CANUDOS


A chamada Guerra de Canudosrevolução de Canudos ou insurreição de Canudos, foi o confronto entre um movimento popular de fundo sócio-religioso e o Exército da República, que durou de 1896 a 1897, na então comunidade de Canudos, no interior do estado da Bahia, no Brasil.

O episódio foi fruto de uma série de fatores como a grave crise econômica e social em que encontrava a região à época, historicamente caracterizada pela presença de latifúndios improdutivos, situação essa agravada pela ocorrência de secas cíclicas, de desemprego crônico; pela crença numa salvação milagrosa que pouparia os humildes habitantes do sertão dos flagelos do clima e da exclusão econômica e social.

Inicialmente, em Canudos, os sertanejos não contestavam o regime republicano recém-adotado no país; houve apenas mobilizações esporádicas contra a municipalização da cobrança de impostos. A imprensa, o clero e os latifundiários da região incomodaram-se com uma nova cidade independente e com a constante migração de pessoas e valores para aquele novo local passaram a acusá-los disso, ganhando, desse modo, o apoio da opinião pública do país para justificar a guerra movida contra o arraial de Canudos e os seus habitantes.

Aos poucos, construiu-se em torno de Antônio Conselheiro e seus adeptos uma imagem equivocada de que todos eram "perigosos monarquistas" a serviço de potências estrangeiras, querendo restaurar no país o regime imperial, devido, entre outros ao fato de o Exército Brasileiro sair derrotado em três expedições, incluindo uma comandada pelo Coronel Antônio Moreira César, também conhecido como "corta-cabeças" pela fama de ter mandado executar mais de cem pessoas na repressão à Revolução Federalista em Santa Catarina, expedição que contou com mais de mil homens. A derrota das tropas do Exército nas primeiras expedições contra o povoado apavorou o país, e deu legitimidade para a perpetração deste massacre que culminou com a morte de mais de seis mil sertanejos. Todas as casas foram queimadas e destruídas.

Canudos era uma pequena aldeia que surgiu durante o século 18 às margens do rio Vaza-Barris. Com a chegada de Antônio Conselheiro em 1893 passou a crescer vertiginosamente, em poucos anos chegando a contar por volta de 25 000 habitantes. Antônio Conselheiro rebatizou o local de Belo Monte, apesar de estar situado num vale, entre colinas.

A situação na região, à época, era muito precária devido às secas, à fome, à pobreza e à violência social. Esse quadro, somado à elevada religiosidade dos sertanejos, deflagrou uma série de distúrbios sociais, os quais, diante da incapacidade dos poderes constituídos em debelá-los, conduziram a um conflito de maiores proporções.

A figura de Antônio Conselheiro

Antônio Vicente Mendes Maciel, apelidado de "Antônio Conselheiro", nascido em Quixeramobim (CE) a 13 de março de 1830, de tradicional família que vivia nos sertões entre Quixeramobim e Boa Viagem, fora comerciante, professor e advogado prático nos sertões de Ipu e Sobral. Após a sua esposa tê-lo abandonado em favor de um sargento da força pública, passou a vagar pelos sertões em uma andança de vinte e cinco anos. Chegou a Canudos em 1893, tornando-se líder do arraial e atraindo milhares de pessoas. Acreditava que era um enviado de Deus para acabar com as diferenças sociais e com a cobrança de tributos. Acreditava ainda que a "República" (então recém-implantada no país) era a materialização do reino do "Anti-Cristo" na Terra, uma vez que o governo laico seria uma profanação da autoridade da Igreja Católica para legitimar os governantes. A cobrança de impostos efetuada de forma violenta, a celebração do casamento civil, a separação entre Igreja e Estado eram provas cabais da proximidade do "fim do mundo".

A escravidão havia acabado poucos anos antes no país, e pelas estradas e sertões, grupos de ex-escravos vagavam, excluídos do acesso à terra e com reduzidas oportunidades de trabalho. Assim como os caboclos sertanejos, essa gente paupérrima agrupou-se em torno do discurso do peregrino "Bom Jesus" (outro apelido de Conselheiro), que sobrevivia de esmolas, e viajava pelo Sertão.
O governo da República, recém-instalado, queria dinheiro para materializar seus planos, e só se fazia presente pela cobrança de impostos. Para Conselheiro e para a maioria das pessoas que viviam nesta área, o mundo estava próximo do fim. Com estas idéias em mente, Conselheiro reunia em torno de si um grande número de seguidores que acreditavam que ele realmente poderia libertá-los da situação de extrema pobreza ou garantir-lhes a salvação eterna na outra vida.

sábado, janeiro 28, 2012

O DESCOBRIMENTO DO BRASIL

            Em 22 de abril de 1500 chegava ao Brasil 13 caravelas portuguesas lideradas por Pedro Álvares Cabral. A primeira vista, eles acreditavam tratar-se de um grande monte, e chamaram-no de Monte Pascoal. No dia 26 de abril, foi celebrada a primeira missa no Brasil. Após deixarem o local em direção à Índia, Cabral, na incerteza se a terra descoberta tratava-se de um continente ou de uma grande ilha, alterou o nome para Ilha de Vera Cruz. Após exploração realizada por outras expedições portuguesas, foi descoberto tratar-se realmente de um continente, e novamente o nome foi alterado. A nova terra passou a ser chamada de Terra de Santa Cruz. Somente depois da descoberta do pau-brasil, ocorrida no ano de 1511, nosso país passou a ser chamado pelo nome que conhecemos hoje: Brasil. A descoberta do Brasil ocorreu no período das grandes navegações, quando Portugal e Espanha exploravam o oceano em busca de novas terras. Poucos anos antes da descoberta do Brasil, em 1492, Cristóvão Colombo, navegando pela Espanha, chegou a América, fato que ampliou as expectativas dos exploradores. Diante do fato de ambos terem as mesmas ambições e com objetivo de evitar guerras pela posse das terras, Portugal e Espanha assinaram o Tratado de Tordesilhas, em 1494. De acordo com este acordo, Portugal ficou com as terras recém descobertas que estavam a leste da linha imaginária ( 200 milhas a oeste das ilhas de Cabo Verde), enquanto a Espanha ficou com as terras a oeste desta linha. Mesmo com a descoberta das terras brasileiras, Portugal continuava empenhado no comércio com as Índias, pois as especiarias que os portugueses encontravam lá eram de grande valia para sua comercialização na Europa. As especiarias comercializadas eram: cravo, pimenta, canela, noz moscada, gengibre, porcelanas orientais, seda, etc. Enquanto realizava este lucrativo comércio, Portugal realizava no Brasil o extrativismo do pau-brasil, explorando da Mata Atlântica toneladas da valiosa madeira, cuja tinta vermelha era comercializada na Europa. Neste caso foi utilizado o escambo, ou seja, os indígenas recebiam dos portugueses algumas bugigangas (apitos, espelhos e chocalhos) e davam em troca o trabalho no corte e carregamento das toras de madeira até as caravelas. Foi somente a partir de 1530, com a expedição organizada por Martin Afonso de Souza, que a coroa portuguesa começou a interessar-se pela colonização da nova terra. Isso ocorreu, pois havia um grande receio dos portugueses em perderem as novas terras para invasores que haviam ficado de fora do tratado de Tordesilhas, como, por exemplo, franceses, holandeses e ingleses. Navegadores e piratas destes povos, estavam praticando a retirada ilegal de madeira de nossas matas. A colonização seria uma das formas de ocupar e proteger o território. Para tanto, os portugueses começaram a fazer experiências com o plantio da cana-de-açúcar, visando um promissor comércio desta mercadoria na Europa.

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